Revolução Industrial

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O QUE É UMA INDÚSTRIA? Indústria é a transformação da matéria prima (animal, como a lã; vegetal, como o trigo; ou mineral, como a pedra) em produtos que podem ser utilizados pelo homem.

 

COMO SE FAZ ESSA TRANSFORMAÇÃO? A transformação de matérias-primas em produtos úteis ao homem passou por três formas básicas:

  1. ARTESANATO: é a forma mais simples de produção industrial. Nesse sistema, o artesão faz tudo. O tecelão por exemplo fazia o fio e o tecia; o sapateiro preparava o couro, cortava-o e o costurava produzindo o sapato.
  2. MANUFATURA: caracterizava-se por um grande número de trabalhadores reunidos num determinado local e na especialização do trabalho; cada trabalhador realizava uma atividade específica.
  3. MECANIZAÇÃO: utilização de máquinas em substituição às ferramentas e ao próprio trabalho do homem; esta é a forma mais complexa da industrialização.

 

O QUE EXIGIU O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO?

 desenvolvimento técnico e científico;

 investimento de grandes somas de dinheiro;

 fornecimento de matérias primas; e

 consumidores para os produtos transformados.

A partir do século XVIII, o fenômeno da Revolução Industrial provocou uma grande mudança nas técnicas e nos instrumentos de trabalho, que por sua vez ampliaram os empreendimentos comerciais e aumentaram a produção.

 

O QUE MUDOU COM A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?

 a passagem da sociedade rural para a sociedade industrial;

 a mecanização da indústria e da agricultura;

 o desenvolvimento do sistema fabril, com o uso da energia a vapor;

 o desenvolvimento dos transportes e das comunicações; e

 a expansão do capitalismo, que passou a controlar quase todos os ramos da atividade econômica.

 

COMO UM CONJUNTO DE TRANSFORMAÇÕES TÃO REVOLUCIONÁRIAS E PROFUNDAS FORAM POSSÍVEIS?

O desenvolvimento industrial foi favorecido por várias circunstâncias:

 as inovações da época da revolução comercial (na fase final da idade média), com a invenção do relógio de pêndulo, do termômetro, da bomba aspirante, da roda de fiar, do tear para fazer meias, os melhoramentos na fundição de metais e na obtenção do bronze;

 a disponibilidade de capitais, resultante do acumulo de riquezas na Europa com a expansão marítima e comercial (entre 1400 e 1700), que levou a burguesia a procurar novas atividades para investir seu capital;

 o mercantilismo que, com a finalidade de aumentar as exportações e conseguir uma balança comercial favorável, estimulou a produção de manufaturas;

 novos mercados consumidores, proporcionando uma procura cada vez maior de produtos industriais, graças à formação dos impérios coloniais e ao aumento da população européia; e

 o liberalismo econômico que, defendendo a liberdade nas atividades econômicas, contribuiu para a abolição das restrições impostas pelo mercantilismo ao comércio e às indústrias.

A Inglaterra foi a pioneira da Revolução Industrial, favorecida por vários fatores:

 o grande acumulo de capitais resultante da Revolução Comercial;

 a existência de uma grande liberdade econômica para a burguesia, principalmente após a Revolução Gloriosa de 1668;

 a existência de um vasto império colonial fornecedor de matérias-primas e consumidor de produtos manufaturados;

 a existência de uma poderosa marinha mercante que trazia matérias-primas e transportava produtos industrializados às mais distantes regiões do mundo; e

 o clima favorável à industria de tecidos e a existência de grandes reservas de carvão mineral, utilizados como combustível.

A Revolução Industrial expandiu-se rapidamente para a França, Bélgica, Alemanha e Estados Unidos.