I N T R O D U Ç Ã O

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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

 

Foi depois que o engenheiro George Stephenson, em 1829, venceu com sua Rocket a primeira corrida de locomotivas da Inglaterra que foi comprovada a eficiência do meio de transporte de cargas e passageiros criado recentemente. A "febre de rodovias" tomou conta de todo o país. Muito mais rápidas que as antigas diligências e deslizando sobre trilhos, engoliam distâncias. Aquelas maravilhosas máquinas mexeram com a imaginação dos ingleses. Em uma época de grandes e numerosas inovações técnicas, as estradas de ferro foram vistas como uma verdadeira revolução, além de grande fontes de riquezas (praticamente inesgotáveis) para seus construtores. Entre os anos de 1830 e 1850, a rede de locomotivas da Inglaterra cresceu cerca de 900% em km. A grande expansão foi a parte verdadeiramente "espetacular" da industrialização britânica.

Porém a revolução industrial inglesa, tal qual em outros países, teve múltiplos fatores e aspéctos. Se apoiou na rápida mecanização dos importantes setores produtivos como, por exemplo, a extração de carvão, a fiação, a metalurgia, o cultivo da agricultura, a construção ferroviária e naval. Havia também excesso de mão-de-obra, que era formada pelas pessoas que vinham do campo e imigrantes (principalmente os irlandeses). Outro ponto de apoio foi o grande crescimento do comércio com o exterior, especialmente com as suas colônias. Por volta do ano de 1840, grande parte da produção das indústrias era comercializada com o exterior. "De tecidos e chapéus a trilhos e locomotivas, os ingleses vendiam tudo para todos." A Inglaterra agora havia se tornado a grande "fábrica do mundo".

Na primeira metade do século XIX, "era da fumaça e do vapor", a sociedade inglesa se transforma em uma sociedade industrial por meio das grandes mudanças econômicas, sociais, políticas e culturais que estavam em andamento. Mudanças essas marcadas por sérios conflitos e contradições.

As transformações tiveram, evidentemente, como cenário as grandes cidades que eram as novas centrais de produção, de comércio e das finanças. Escuras, sujas e feias, elas geravam imensas fortunas e, cobertas pela fumaça e fuligem das fábricas, das minas e dos estaleiros, e ostentando lado a lado os novos símbolos do progresso, da riqueza e da miséria, as cidades inglesas foram as primeiras a expor os contrastes do mundo industrializado.

De todas as cidades inglesas, a capital do reino, Londres, surge como mais importante e maior, com 2 milhões de habitantes por volta de 1840.